A Sociedade, o Indivíduo e a Educação que Temos e Queremos

Acesso em: 18:53 15/10/09
Disponível em:
http://www.brasilescola.com/sociologia/a-sociedade-individuo-educacao-que-temos-queremos.htm


A Sociedade, o Indivíduo e a Educação que Temos e Queremos
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Por Rodiney Marcelo Braga dos Santos
Colunista Brasil Escola
Especialista em Gestão Escolar (UECE).
E-mail: professormarcelobrga@oi.com.br
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1. A sistema educacional brasileiro
1.1. está inserido
1.2. no contexto
1.3. do sistema global capitalista
1.4. que atualmente
1.5. se encontra em crise.

2. Para melhor entendermos tal crise
2.1. e posteriormente tentar respondê-la
2.2. é necessária a formação
2.3. de um projeto político-pedagógico,
2.4. ou melhor,
2.5. um projeto de uma educação
2.6. para a emancipação humana.

3. Para pensarmos em um projeto emancipatório,
3.1. temos que analisar algumas questões:
3.1.1. a sociedade,
3.1.2. o indivíduo
3.1.3. e a educação
3.1.3.1. que temos
3.1.3.2. e que queremos.

4. De início fizemos um breve histórico
4.1. da sociedade que temos,
4.2. em seguida a perspectiva que temos;

5. posteriormente
5.1. uma reflexão
5.2. do indivíduo que temos
5.3. e que queremos

6. e finalmente um apanhado histórico
6.1. da educação que temos
6.2. e sua perspectiva.

7. Analisamos a sociedade que temos
7.1. a partir de um breve histórico.

8. Na Comunidade Primitiva
8.1. onde o modo de produção era comunal,
8.2. tudo era feito em comum,
8.3. não havia classes sociais;

9. em seguida,
9.1. os povos da Antigüidade,
9.2. onde havia
9.3. duas classes sociais
9.4. distintas:
9.4.1. a classe dos senhores
9.4.2. e dos servos,

10. posteriormente a sociedade
10.1. na Idade Média
10.2. possuía ainda
10.3. algumas características
10.4. da sociedade antiga.

11. O meio dominante de produção
11.1. era a terra
11.2. e a forma econômica dominante
11.3. era a agricultura.

12. As sociedades pré-modernas
12.1. não possuíam
12.2. consciência histórica,
12.3. eram capazes de reproduzir-se
12.4. por períodos extremamente longos,

13. o trabalho não constituía
13.1. uma esfera separada,

14. existia inferioridade social
14.1. e dependência.

15. Por fim,
15.1. a sociedade moderna
15.2. que contou com uma força destrutiva
15.3. para seu progresso;
15.4. foi a invenção das armas de fogo,
15.5. ou seja,
15.6. estavam sendo destruídas
15.7. as formas pré-modernas,
15.8. elementos fundamentais
15.9. do capitalismo
15.10. passaram a existir
15.11. porque contaram com a economia militar
15.12. e de armamento.

16. Para ganhar dinheiro
16.1. as pessoas passaram a vender
16.2. sua força de trabalho.

17. Rompidas as relações naturais
17.1. com base em laços de sangue
17.2. em que a nobreza
17.3. e a servidão
17.4. eram passadas
17.5. de pai para filho,

18. na modernidade capitalista
18.1. as relações passam
18.2. a ser sociais.

19. Inaugura a existência
19.1. da crítica social:
19.2. uma imanente ao sistema,
19.3. e outra categorial.

20. O capitalismo sem limites
20.1. tinha como objetivo
20.2. a transformação
20.3. do dinheiro em dinheiro;

21. o dinheiro
21.1. é a encarnação do trabalho,
21.2. ou melhor,
21.3. o fundamento do sistema capitalista
21.4. reside na produção do valor,
21.5. a valorização do dinheiro.

22. Logo,
22.1. o capitalismo com limites
22.2. reduzia o tempo de trabalho
22.3. ou continuava com o tempo de trabalho
22.4. como medida de produção;
22.5. desviava a aplicação do capital;
22.6. surgia um novo caminho,
22.7. mercado financeiro;
22.8. uma grande parte
22.9. não conseguia mais existir
22.10. dentro das formas sociais capitalistas.

23. Podemos lembrar
23.1. que a crise se manifesta
23.2. nos próprios países
23.3. núcleo-capitalistas.

24. A necessidade
24.1. de fazer um apanhado histórico
24.2. da sociedade
24.3. em que vivemos
24.4. veio demonstrar claramente
24.5. que chegamos a uma sociedade capitalista
24.6. em crise,
24.7. global-terminal-estrutural;

25. tendo como objetivo
25.1. enfocar elementos teóricos básicos
25.2. e decisivos
25.3. para entendermos melhor
25.4. como podemos elaborar
25.5. um projeto emancipatório,
25.6. norteado
25.7. pelos aspectos apresentados.

26. Nossa perspectiva
26.1. em relação à sociedade
26.2. é estarmos inseridos
26.3. em uma sociedade mundial
26.4. que não necessita
26.5. mais de fronteiras,
26.6. na qual todas as pessoas
26.7. possam se deslocar livremente
26.8. e existir em qualquer lugar
26.9. o direito de permanência universal.

27. O homem moderno
27.1. simplesmente não consegue imaginar
27.2. uma vida além do trabalho.

28. O homem adaptado ao trabalho,
28.1. ou seja,
28.2. a um padrão;
28.3. está fazendo
28.4. com que a qualidade específica
28.5. do trabalho
28.6. perca-se
28.7. e torne-se
28.8. indiferente.

29. O homem moderno
29.1. não passa
29.2. de mercadoria produzindo mercadoria
29.3. e vendendo sua própria mercadoria.

30. As mulheres
30.1. tornam-se responsáveis
30.2. pela sobrevivência
30.3. em todos os níveis.

31. Os homens
31.1. tornam-se dependente
31.2. de uma relação abstrata
31.3. do sistema.

32. Como já mencionamos antes,
32.1. a perspectiva que temos
32.2. é a constituição de um sujeito
32.3. como objetivo,
32.4. capaz de construir
32.5. uma sociedade
32.5.1. igualitária,
32.5.2. criativa,
32.5.3. diversa,
32.5.4. livre
32.5.5. e prazerosa no ócio.

33. Na Comunidade Primitiva,
33.1. relacionando-se com a terra,
33.2. com a natureza entre si
33.3. as pessoas se educavam
33.4. e educavam as novas gerações;
33.5. não havia escola.

34. Na Antigüidade,
34.1. com o aparecimento
34.2. de uma classe social ociosa,
34.3. surge uma educação diferenciada,
34.4. surge a escola.

35. Só tinham acesso à escola
35.1. as classes sociais ociosas,
35.2. a maioria que produzia
35.3. continuava se educando
35.4. no próprio processo
35.5. de produção
35.6. e da vida.

36. Na Idade Média,
36.1. a maioria continuava se educando
36.2. no próprio processo de produzir
36.3. a sua existência
36.4. e de seus senhores
36.5. através das atividades
36.6. consideradas indignas,
36.7. a forma escolar da educação
36.8. é ainda uma forma secundária.

37. É na sociedade moderna
37.1. que se forma a idéia de educação
37.2. para formar cidadãos,
37.3. escolarização universal,
37.4. gratuita e leiga,
37.5. que deve ser estendida a todos;
37.6. a escola passa a ser
37.7. a forma predominante da educação.

38. De acordo com Enguita (1989),
38.1. era preciso inventar algo melhor
38.2. e inventou-se e reinventou-se a escola;

39. criaram escolas
39.1. onde não havia,
39.2. reformaram-se as existentes
39.3. e nelas introduziu-se a força
39.4. toda a população infantil.

40. A instituição e o processo escolar
40.1. foram reorganizados
40.2. de forma tal
40.3. que as salas de aula
40.4. se converteram
40.5. no lugar apropriado
40.6. para se acostumar
40.7. às relações sociais
40.8. do processo de produção capitalista,
40.9. no espaço institucional adequado
40.10. para preparar as crianças
40.11. e os jovens
40.12. para o trabalho.

41. O que queremos
41.1. é a emancipação da educação
41.2. como princípio educativo
41.3. e a formação de um sujeito
41.4. da emancipação
41.5. como objetivo.

42. Este trabalho
42.1. foi realizado
42.1. tendo por base
42.2. uma fundamentação histórica
42.3. da sociedade em que vivemos,
42.4. para então,
42.5. em particular analisarmos
42.5. a situação atual
42.6. de nossa educação
42.7. que hoje está inserida
42.8. em uma sociedade em crise.

43. A superação dessa sociedade
43.1. visa a formulação
43.2. de um projeto emancipatório
43.3. que pretende construir
43.4. uma nova sociedade
43.5. que vá além
43.5.1. do valor,
43.5.2. do dinheiro,
43.5.3. da mercadoria,
43.5.4. do trabalho,
43.5.5. do Estado e
43.5.6. da política.

Por Rodiney Marcelo Braga dos Santos
Colunista Brasil Escola
Especialista em Gestão Escolar (UECE).
E-mail: professormarcelobrga@oi.com.br

BIBLIOGRAFIA

[1] ENGUITA, Mariano. A longa marcha do capitalismo. In: A face oculta da escola. Porto alegre: Artes Médicas, 1989.

[2] KURZ, Robert. O fim da política. In: Os últimos combates. 4 ed. Brasil: Vozes, 1998.

[3] JAPPE, Anselm. O mercado absurdo dos homens sem qualidade. In: Os últimos combates. 4 ed. Brasil: Vozes, 1998.
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