Filosofia da Religião Renascença e Reforma

Acesso em: 16:14 20/8/2005
Disponível em:
http://www.geocities.com/athens/agora/8337/teologia12.htm
Abreviações: (Sic!) = assim mesmo em latim.
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::::::: SEBEMGE :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
::::::: SEMINÁRIO BATISTA DO ESTADO DE MINAS GERAIS :::::::
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::: TRABALHO DE FILOSOFIA DA RELIGIÃO ::::::::::::::::::::::::::
::: Renascença e Reforma Protestante ::::::::::::::::::::::::::::::::
::: Aluno : Anísio Renato de Andrade :::::::::::::::::::::::::::::::::
::: Professor : João Silva ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
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::: Período : Sétimo ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
::: Curso : Bacharel em Teologia Ministerial :::::::::::::::::::::::::
::: Data : 26 de maio de 1997 ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
::: Local : Belo Horizonte – MG ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
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::: INTRODUÇÃO
::: A SITUAÇÃO NA EUROPA NO SÉCULO XIV
1. A partir do século XIV
1.1. é que podemos perceber
1.2. a desagregação
1.3. do mundo medieval.
 
2. Essa progressiva
2.1. desagregação
2.2. é demonstrada
2.3. nos diferentes níveis
2.4. da realidade social.
 
3. No plano econômico,
3.1. assistimos
3.2. à derrocada
3.3. da economia feudal
3.4. e ao renascimento
3.5. do comércio,
3.6. que culminará
3.7. com as grandes navegações
3.8. do século XVI.
 
4. No plano social,
4.1. temos o desenvolvimento
4.2. de uma camada
4.3. de mercadores
4.3. e o progressivo declínio
4.4. da nobreza feudal.
 
5. No plano político,
5.1. ocorre progressivamente
5.2. uma centralização do poder
5.3. nas mãos dos reis.
 
6. As soberanias feudais locais
6.1. vão desaparecendo.
 
7. O rei,
7.1. aliado aos mercadores,
7.2. vai sujeitando à sua autoridade
7.3. o poder da nobreza feudal
7.4. e da igreja.
 
8. No plano religioso,
8.1. assistimos
8.2. ao declínio da igreja,
8.3. com o surgimento
8.4. de uma série de movimentos
8.5. que irão culminar
8.6. com a Reforma Protestante.
 
9. No plano cultural,
9.1. temos o Renascimento cultural
9.2. ou Renascença.
 
10. Todas essas transformações
10.1. que ocorrem
10.2. na Europa Ocidental,
10.3. a partir do século XIV,
10.4. estão
10.5. intrinsecamente ligadas
10.6. entre si
10.7. e atuando
10.8. umas sobre as outras.
 
::: O RENASCIMENTO,
::: OU RENASCENÇA
 
11. Até os fins
11.1. da Baixa Idade Média,
11.2. a igreja monopolizava
11.2.1. a educação
11.2.2. e a cultura
11.3. na Europa Ocidental.
 
12. A cultura
12.1. era teocêntrica,
12.2. isto é,
12.3. o pensamento
12.4. e as artes
12.5. ocupavam-se somente
12.6. com o estudo de Deus
12.7. e da vida sobrenatural.
 
13. Com o surgimento
13.1. de novas condições de vida
13.2. em sociedade,
13.3. uma nova cultura
13.4. começou a aparecer.
 
14. Essa nova cultura
14.1. tinha um caráter
14.1.1. humanista
14.1.1.1. (valorização do homem
14.1.1.2. e suas obras),
14.1.2. leigo e antropocêntrico
14.1.2.1. (colocação do homem
14.1.2.2. como centro do universo).
 
15. É ao surgimento
15.1. e desenvolvimento
15.2. dessa cultura
15.2.1. leiga,
15.2.2. humanista
15.2.3. e antropocêntrica
15.3. que atribuímos
15.4. o nome
15.5. de Renascimento Cultural.
 
::: AS CARACTERÍSTICAS
::: DO RENASCIMENTO CULTURAL
 
16. O Renascimento Cultural
16.1. ou Renascença,
16.2. como já vimos,
16.3. foi o surgimento
16.4. de uma cultura
16.5. antropocêntrica
16.6. em oposição
16.7. ao teocentrismo medieval.
 
17. Outra característica
17.1. da Renascença
17.2. foi o individualismo
17.3. em oposição
17.4. ao coletivismo
17.5. da Idade Média.
 
18. Cada renascentista
18.1. julgava-se
18.2. o elemento
18.3. mais importante
18.4. do mundo.
 
19. Isso pode ser
19.1. facilmente explicado:
19.2. enquanto na Idade Média
19.3. o homem só se via
19.4. fazendo parte de um todo
19.5. (o cristão só se entendia
19.6. como parte da igreja,
19.7. o servo
19.8. como elemento
19.9. de um feudo,
19.10. o artesão
19.11. como elemento
19.12. de uma corporação),
19.13. na época renascentista,
19.14. com o estabelecimento
19.15. da sociedade competitiva,
19.16. cada indivíduo
19.17. procurava se sobrepor
19.18. aos demais,
19.19. buscando a satisfação
19.20. de seus impulsos
19.21. e desejos.
 
20. No Renascimento,
20.1. notamos também
20.2. uma forte inclinação
20.3. para o Naturalismo.
 
21. O homem renascentista
21.1. valorizava a natureza,
21.2. fundamentalmente
21.3. a natureza humana.
 
22. No plano do conhecimento,
22.1. as características fundamentais
22.2. do Renascimento Cultural
22.3. foram:
 
23. – O racionalismo –
23.1. todo conhecimento
23.2. tem que ser demonstrado
23.3. pela razão humana.
 
24. – O experimentalismo –
24.1. o conhecimento
24.2. deve ser demonstrado
24.3. através de experiências.
 
::: FATORES
::: QUE LEVARAM
::: AO RENASCIMENTO
 
25. O Renascimento Cultural
25.1. foi um produto
25.2. das transformações
25.3. ocorridas
25.4. na Europa Ocidental
25.5. a partir
25.6. da Baixa Idade Média.
 
26. Essas transformações
26.1. foram:
 
27. – O Renascimento Comercial,
27.1. ou seja,
27.2. a generalização do comércio
27.3. pela Europa Ocidental.
 
28. – O Renascimento Urbano,
28.1. que implicou
28.2. um crescimento
28.3. e surgimento
28.4. de novas funções
28.5. para as cidades.
 
29. A cultura renascentista
29.1. foi uma cultura
29.2. eminentemente urbana.
 
30. – O surgimento e ascensão
30.1. de uma camada de mercadores.
 
31. Os ideais
31.1. elaborados pelo Renascimento
31.2. correspondiam,
31.3. de um modo geral,
31.4. aos interesses
31.5. desse grupo.
 
32. Foram os mercadores
32.1. os principais
32.2. elaboradores e financiadores
32.3. da cultura renascentista.
 
33. – A centralização do poder
33.1. nas mãos dos reis.
 
34. Na medida em que
34.1. foram centralizando
34.2. o poder
34.3. em suas mãos,
34.4. os reis foram submetendo
34.5. a igreja a sua autoridade.
 
35. Esta submissão
35.1. possibilitou a ascensão
35.2. dos mercadores
35.3. e o surgimento
35.4. de uma cultura
35.5. renascentista.
 
36. – O declínio da igreja
36.1. que monopolizava
36.2. a cultura medieval.
 
37. Com o declínio da igreja,
37.1. foram surgindo
37.2. novos centros de saber
37.3. na Europa Ocidental
37.4.  – as Universidades –
37.5. que se desenvolveram
37.6. a partir do século XI,
37.7. financiadas pelos mercadores.
 
38. Retoma-se o estudo
38.1. de toda a cultura clássica
38.2. e especificamente
38.3. do direito comercial romano.
 
39. – O desaparecimento
39.1. dos ideais de vida
39.2. da Idade Média,
39.3. que possibilitou
39.4. o surgimento
39.5. de um novo homem
39.6. – o humanista.
 
40. Entre esses ideais,
40.1. que desapareceram,
40.2. podemos citar:
40.3. a cavalaria
40.4. – que,
40.5. além de arma de guerra
40.6. era o código de honra
40.7. da nobreza feudal,
40.8. passou,
40.9. com o renascimento,
40.10. a ser tratada com desprezo
40.11. e até mesmo
40.12. a ser ridicularizada;
40.13. a escolástica
40.14. – que buscava a conciliação
40.15. da fé com a razão,
40.16. passou a ser desdenhada.
 
41. Como vimos,
41.1. o Renascimento Cultural
41.2. é um produto
41.3. das transformações européias
41.4. no alvorecer
41.5. da Idade Moderna.
 
42. É preciso lembrar,
42.1. no entanto,
42.2. que a Europa
42.3. não é um todo
42.4. monolítico.
 
43. Enquanto
43.1. na Itália e Países Baixos
43.2. já temos no século XIV
43.3. um significativo desenvolvimento
43.4. da produção capitalista
43.5. e o domínio político
43.6. de uma burguesia nascente,
43.7. em outros países europeus t
43.8. emos, ao contrário,
43.9. o fortalecimento
43.10. das relações feudais,
43.11. e, conseqüentemente,
43.12. da nobreza feudal.
 
44. Portanto,
44.1. o Renascimento Cultural
44.2. terá certas variações nacionais
44.3. e seu engendramento
44.4. dever-se-á a condições histórica
44.5. específicas
44.6. de cada país.
 
::: A REFORMA PROTESTANTE
 
45. A Situação da Europa
45.1. na Época da Reforma Protestante
 
46. Durante
46.1. todo o período feudal,
46.2. o predomínio cultural
46.3. pertenceu à Igreja católica,
46.4. que monopolizava
46.5. a educação e a cultura.
 
47. A igreja
47.1. era a única instituição
47.2. centralizada
47.3. de toda a Europa feudal
47.4. e sua força
47.5. era superior
47.6. à dos reis.
 
48. O homem medieval
48.1. era profundamente
48.2. religioso.
 
49. A Igreja pregava
49.1. o amor ao próximo
49.2. e a humildade.
 
50. Contudo,
50.1. havia
50.2. uma grande contradição
50.3. entre
50.4. o que ela pregava
50.5. e o que praticava.
 
51. Nos séculos XIV e XV,
51.1. a degeneração da igreja
51.2. atingiu um grau monstruoso.
 
52. O alto clero
52.1. vivia
52.2. num ambiente de luxo.
 
53. Moitas (sic!) pessoas
53.1. se convenciam então
53.2. de que a igreja
53.3. se afastara
53.4. da doutrina original
53.5. de Cristo,
53.6. sendo necessário
53.7. fazê-la retornar
53.8. ao ponto de partida.
 
54. Com o surgimento
54.1. da Universidades,
54.2. muitos eruditos,
54.3. passaram a ler a Bíblia
54.4. independentemente
54.5. das interpretações da igreja,
54.6. difundindo
54.7. a doutrina original
54.8. de Cristo.
 
55. Esse eruditos,
55.1. tal como
55.2. Erasmo de Rotterdam,
55.3. propunham uma reforma
55.4. no interior
55.5. da própria igreja.
 
56. Também os camponeses
56.1. e artesãos medievais,
56.2. explorados pelos
56.3. senhores leigos e eclesiásticos,
56.4. moviam contra a igreja
56.5. violentas lutas armadas.
 
57. Essas lutas
57.1. contra os abusos
57.2. do poder da igreja
57.3. assumiam
57.4. um caráter de heresia.
 
58. O primeiro grande movimento
58.1. dessa natureza
58.2. foi o movimento
58.3. husita
58.4. (devido ao seu líder
58.5. John Hus),
58.6. que irrompeu
58.7. na segunda década
58.8. do século XV
58.9. no reino de Boêmia.
 
59. A igreja viu-se obrigada
59.1. a fazer sérias concessões
59.2. aos rebeldes
59.3. ante a derrota
59.4. das tropas
59.5. dos cruzados e mercenários
59.6. por ela contratados.
 
60. A igreja,
60.1. pela primeira vez
60.2. em sua história,
60.3. teve que tratar
60.4. publicamente
60.5. com os hereges,
60.6. aceitando suas petições.
 
61. Outro movimento popular herético
61.1. foi o movimento
61.2. liderado por Wycliffe
61.3. na Inglaterra.
 
62. Os camponeses
62.1. queriam a abolição
62.2. da servidão
62.3. e da cobrança dos dízimos
62.4. pela igreja.
 
63. Wycliffe
63.1. pregou até o confisco
63.2. dos bens dos mosteiros,
63.3. tendo sido apoiado
63.4. nessa reivindicação
63.5. pela nobreza inglesa,
63.6. interessada
63.7. nas terras da igreja.
 
64. As suas propostas teológicas
64.1. eram revolucionárias,
64.2. marcadas
64.3. por um caráter
64.3.1. anti-clerical,
64.3.2. antifeudal
64.3.3. e democrático.
 
65. Para Wycliffe,
65.1. qualquer homem
65.2. estava tão próximo de Deus
65.3. quanto os padres,
65.4. tendo, portanto,
65.5. o direito íntimo
65.6. de juízo
65.7. em matéria de religião.
 
66. Os sacramentos
66.1. tinham pouca importância
66.2. em comparação
66.3. com a pregação
66.4. e estudo da Bíblia.
 
67. O homem era mais important
67.1. e sendo ativo no mundo
67.2. do que trancado
67.3. num mosteiro.
 
68. Erasmo,
68.1. ao nível
68.2. da crítica intelectual,
68.3. e John Hus e Wycliffe,
68.4. ao nível
68.5. dos movimentos populares,
68.6. podem ser considerados
68.7. os precursores da Reforma.
[…]
BIBLIOGRAFIA HISTÓRIA GERAL
– Antônio Pedro e Florival Cáceres
– Ed.Moderna.
 
anisiora@mg.trt.gov.br
 
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