CONSTITUIÇÃO BRASIL 1937_Art. 1 a 81

Acesso em: 21:16 13/7/2007
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CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL DE 1937
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CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL DE 1937
   
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL ,
        ATENDENDO às legitimas aspirações do povo brasileiro à paz política e social, profundamente perturbada por conhecidos fatores de desordem, resultantes da crescente a gravação dos dissídios partidários, que, uma, notória propaganda demagógica procura desnaturar em luta de classes, e da extremação, de conflitos ideológicos, tendentes, pelo seu desenvolvimento natural, resolver-se em termos de violência, colocando a Nação sob a funesta iminência da guerra civil;   
        ATENDENDO ao estado de apreensão criado no País pela infiltração comunista, que se torna dia a dia mais extensa e mais profunda, exigindo remédios, de caráter radical e permanente;
        ATENDENDO a que, sob as instituições anteriores, não dispunha, o Estado de meios normais de preservação e de defesa da paz, da segurança e do bem-estar do povo;
        Sem o apoio das forças armadas e cedendo às inspirações da opinião nacional, umas e outras justificadamente apreensivas diante dos perigos que ameaçam a nossa unidade e da rapidez com que se vem processando a decomposição das nossas instituições civis e políticas;
        Resolve assegurar à Nação a sua unidade, o respeito à sua honra e à sua independência, e ao povo brasileiro, sob um regime de paz política e social, as condições necessárias à sua segurança, ao seu bem-estar e à sua prosperidade, decretando a seguinte Constituição, que se cumprirá desde hoje em todo o Pais:
DA ORGANIZAÇÃO NACIONAL
        Art 1º – O Brasil é uma República. O poder político emana do povo e é exercido em nome dele e no interesse do seu bem-estar, da sua honra, da sua independência e da sua prosperidade.
        Art 2º – A bandeira, o hino, o escudo e as armas nacionais são de uso obrigatório em todo o País. Não haverá outras bandeiras, hinos, escudos e armas. A lei regulará o uso dos símbolos nacionais.
        Art 3º – O Brasil é um Estado federal, constituído pela união indissolúvel dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. É mantida a sua atual divisão política e territorial.
        Art 4º – O território federal compreende os territórios dos Estados e os diretamente administrados pela União, podendo acrescer com novos territórios que a ele venham a incorporar-se por aquisição, conforme as regras do direito internacional.
        Art 5º – Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se, ou desmembrar-se para anexar-se a outros, ou formar novos Estados, mediante a aquiescência das respectivas Assembléias Legislativas, em duas sessões, anuais consecutivas, e aprovação do Parlamento Nacional.
        Parágrafo único – A resolução do Parlamento poderá ser submetida pelo Presidente da República ao plebiscito das populações interessadas.
        Art 6º – A União poderá criar, no interesse da defesa nacional, com partes desmembradas dos Estados, territórios federais, cuja administração será regulada em lei especial.
        Art 7º – O atual Distrito Federal, enquanto sede do Governo da República, será administrado pela União.
        Art 8º – A cada Estado caberá organizar os serviços do seu peculiar interesse e custeá-los com seus próprios recursos.
        Parágrafo único – O Estado que, por três anos consecutivos, não arrecadar receita suficiente à manutenção dos seus serviços, será transformado em território até o restabelecimento de sua capacidade financeira.
        Art 9º – O Governo federal intervirá nos Estados, mediante a nomeação pelo Presidente da República de um interventor, que assumirá no Estado as funções que, pela sua Constituição, competirem ao Poder Executivo, ou as que, de acordo com as conveniências e necessidades de cada caso, lhe forem atribuídas pelo Presidente da República:
        a) para impedir invasão iminente de um pais estrangeiro no território nacional, ou de um Estado em outro, bem como para repelir uma ou outra invasão;
        b) para restabelecer a ordem gravemente alterada, nos casos em que o Estado não queira ou não possa fazê-lo;
        c) para administrar o Estado, quando, por qualquer motivo, um dos seus Poderes estiver impedido de funcionar;
        d) para reorganizar as finanças do Estado que suspender, por mais de dois anos consecutivos, o serviço de sua dívida fundada, ou que, passado um ano do vencimento, não houver resgatado empréstimo contraído com a União;
        e) para assegurar a execução dos seguintes princípios constitucionais;
        1) forma republicana e representativa de governo;
        2) governo presidencial;
        3) direitos e garantias assegurados na Constituição;
        f) para assegurar a execução das leis e sentenças federais.
        Parágrafo único – A competência para decretar a intervenção será do Presidente da República, nos casos, das letras a , b e c ; da Câmara dos Deputados, no caso das letras d e e ; do Presidente da República, mediante requisição do supremo Tribunal Federal, no caso da letra f .
        Art 10 – Os Estados têm a obrigação de providenciar, na esfera da sua competência, as medidas necessárias à execução dos tratados comerciais concluídos pela União.
Se o não fizerem em tempo útil, a competência legislativa para tais medidas se devolverá à União.
        Art 11 – A lei, quando de iniciativa do Parlamento, limitar-se-á a regular, de modo geral, dispondo apenas sobre a substância e os princípios, a matéria que constitui o seu objeto. O Poder Executivo expedirá os regulamentos, complementares.
        Art 12 – O Presidente da República pode ser autorizado pelo Parlamento a expedir decretos-leis, mediante as condições e nos limites fixados pelo ato de autorização.
        Art 13 O Presidente da República, nos períodos de recesso do Parlamento ou de dissolução da Câmara dos Deputados, poderá, se o exigirem as necessidades do Estado, expedir decretos-leis sobre as matérias de competência legislativa da União, excetuadas as seguintes:
        a) modificações à Constituição;
        b) legislação eleitoral;
        c) orçamento;
        d) impostos;
        e) instituição de monopólios;
        f) moeda;
        g) empréstimos públicos;
        h) alienação e oneração de bens imóveis da União.
        Parágrafo único – Os decretos-leis para serem expedidos dependem de parecer do Conselho da Economia Nacional, nas matérias da sua competência consultiva.
        Art 14 – O Presidente da República, observadas as disposições constitucionais e nos limites das respectivas dotações orçamentárias, poderá expedir livremente decretos-leis sobre a organização do Governo e da Administração federal, o comando supremo e a organização das forças armadas.
        Art 15 – Compete privativamente à União:
        I – manter relações com os Estados estrangeiros, nomear os membros do Corpo Diplomático e Consular, celebrar tratados e convenções internacionais;
        II – declarar a guerra e fazer a paz;
        III – resolver definitivamente sobre os limites do território nacional;
        IV – organizar a defesa externa, as forças armadas, a polícia e segurança das fronteiras;
        V – autorizar a produção e fiscalizar o comércio de material de guerra de qualquer natureza;
        VI – manter o serviço de correios;
        VII – explorar ou dar em concessão os serviços de telégrafos, radiocomunicação e navegação aérea, inclusive as instalações de pouso, bem como as vias férreas que liguem diretamente portos marítimos a fronteiras nacionais ou transponham os limites de um Estado;
        VIII – criar e manter alfândegas e entrepostos e prover aos serviços da polícia marítima e portuária;
        IX – fixar as bases e determinar os quadros da educação nacional, traçando as diretrizes a que deve obedecer a formação física, intelectual e moral da infância e da juventude;
        X – fazer o recenseamento geral da população;
        XI – conceder anistia.
        Art 16 – Compete privativamente à União o poder de legislar sobre as seguintes matérias:
        I – os limites dos Estados entre si, os do Distrito Federal e os do território nacional com as nações limítrofes;
        II – a defesa externa, compreendidas a polícia e a segurança das fronteiras;
        III – a naturalização, a entrada no território nacional e salda desse território, a imigração e emigração, os passaportes, a expulsão de estrangeiros do território nacional e proibição de permanência ou de estada no mesmo, a extradição;
        IV – a produção e o comércio de armas, munições e explosivos;
  
        V – o bem-estar, a ordem, a tranqüilidade e a segurança públicas, quando o exigir a necessidade de unia regulamentação uniforme;
        VI – as finanças federais, as questões de moeda, de crédito, de, bolsa e de banco;
        VII – comércio exterior e interestadual, câmbio e transferência de valores para fora do País;
        VIII – os monopólios ou estandardização de indústrias;
        IX – os pesos e medidas, os modelos, o título e a garantia dos metais preciosos;
        X – correios, telégrafos e radiocomunicação;
        XI – as comunicações e os transportes por via férrea, via d’água, via aérea ou estradas de rodagem, desde que tenham caráter internacional ou interestadual;
        XII – a navegação de cabotagem, só permitida esta, quanto a mercadorias, aos navios nacionais;
        XIII – alfândegas e entrepostos; a polícia marítima, a portuária e a das vias fluviais;
        XIV – os bens do domínio federal, minas, metalurgia, energia hidráulica, águas, florestas, caça e pesca e sua exploração;
        XV – a unificação e estandardização dos estabelecimentos e instalações elétricas, bem como as medidas de segurança a serem adotadas nas indústrias de produção de energia elétrica, o regime das linhas para correntes de alta tensão, quando as mesmas transponham os limites de um Estado;
        XVI – o direito civil, o direito comercial, o direito aéreo, o direito operário, o direito penal e o direito processual;
        XVII – o regime de seguros e sua fiscalização;
        XVIII – o regime dos teatros e cinematógrafos;
        XIX – as cooperativas e instituições destinadas a recolher e a empregar a economia popular;
        XX – direito de autor; imprensa; direito de associação, de reunião, de ir e vir; as questões de estado civil, inclusive o registro civil e as mudanças de nome;
        XXI – os privilégios de invento, assim como a proteção dos modelos, marcas e outras designações de mercadorias;
        XXII – divisão judiciária do Distrito Federal e dos Territórios;
        XXIII – matéria eleitoral da União, dos Estados e dos Municípios;
        XXIV – diretrizes de educação nacional;
        XXV – anistia;
        XXVI – organização, instrução, justiça e garantia das forças policiais dos Estados e sua utilização como reserva do Exército;
        XXVII – normas fundamentais da defesa e proteção da saúde, especialmente da saúde da criança.
        Art 17 – Nas matérias de competência exclusiva da União, a lei poderá delegar aos Estados a faculdade de legislar, seja para regular a matéria, seja para suprir as lacunas da legislação federal, quando se trate de questão que interesse, de maneira predominante, a um ou alguns Estados. Nesse caso, a lei votada pela Assembléia estadual só entrará em vigor mediante aprovação do Governo federal.
        Art 18 – Independentemente de autorização, os Estados podem legislar, no caso de haver lei federal sobre a matéria, para suprir-lhes as deficiências ou atender às peculiaridades locais, desde que não dispensem ou diminuam es exigências da lei federal, ou, em não havendo lei federal e até que esta regule, sobre os seguintes assuntos:
        a) riquezas do subsolo, mineração, metalurgia, águas, energia hidrelétrica, florestas, caça e pesca e sua exploração;
        b) radiocomunicação; regime de eletricidade, salvo o disposto no nº XV do art. 16;
        c) assistência pública, obras de higiene popular, casas de saúde, clínicas, estações de clima e fontes medicinais;
      
        d) organizações públicas, com o fim de conciliação extrajudiciária dos litígios ou sua decisão arbitral;
        e) medidas de polícia para proteção das plantas e dos rebanhos contra as moléstias ou agentes nocivos;
        f) crédito agrícola, incluídas as cooperativas entre agricultores;
        g) processo judicial ou extrajudicial.
        Parágrafo único – Tanto nos casos deste artigo, como no do artigo anterior, desde que o Poder Legislativo federal ou o Presidente da República haja expedido lei ou regulamento sobre a matéria, a lei estadual ter-se-á por derrogada nas partes em que for incompatível com a lei ou regulamento federal.
        Art 19 – A lei pode estabelecer que serviços de competência federal sejam de execução estadual; neste caso ao Poder Executivo federal caberá expedir regulamentos e instruções que os Estados devam observar na execução dos serviços.
        Art 20 – É da competência privativa da União:
        I – decretar impostos:
        a) sobre a importação de mercadorias de procedência estrangeira;
        b) de consume de quaisquer mercadorias;
        c) de renda e proventos de qualquer natureza;
        d) de transferência de fundos para o exterior;
        e) sobre atos emanados do seu governo, negócios da sua economia e instrumentos ou contratos regulados por lei federal;
        f) nos Territórios, os que a Constituição atribui aos Estados;
        II – cobrar taxas telegráficas, postais e de outros serviços federais; de entrada, saída e estadia de navios e aeronaves, sendo livre o comércio de cabotagem às mercadorias nacionais e às estrangeiras que já tenham pago imposto de importação.
        Art 21 – Compete privativamente ao Estado:
        I – decretar a Constituição e as leis por que devem reger-se;
        II – exercer todo e qualquer poder que lhes não for negado, expressa ou implicitamente, por esta Constituição.
        Art 22 – Mediante acordo com o Governo federal, poderão os Estados delegar a funcionários da União a competência para a execução, de leis, serviços, atos ou decisões do, seu governo.
        Art 23 – É da competência exclusiva dos Estados:
        I – a decretação de impostos sobre:
        a) a propriedade territorial, exceto a urbana;
        b) transmissão de propriedade causa mortis ;
        c) transmissão da propriedade imóvel inter vivos, inclusive a sua incorporação ao capital de sociedade;
        d) vendas e consignações efetuadas por comerciantes e produtores, isenta a primeira operação do pequeno produtor, como tal definido em lei estadual;
        e) exportação de mercadorias de sua produção até o máximo de dez por cento ad valorem , vedados quaisquer adicionais;
        f) indústrias e profissões;
        g) atos emanados de seu governo, e negócios da sua economia, ou regulados por lei estadual;
        II – cobrar taxas de serviços estaduais.
        § 1º – O imposto de venda será uniforme, sem distinção de procedência, destino ou espécie de produtos.
        § 2º – O imposto de indústrias e profissões será lançado pelo Estado e arrecadado por este e, pelo Município em partes iguais.
        § 3º – Em casos excepcionais, e com o consentimento do Conselho Federal, o imposto de exportação poderá ser aumentado temporariamente além do limite de que trata a letra e do nº I.
        § 4º – O imposto sobre a transmissão dos bens corpóreos cabe ao Estado em cujo território se achem situados; e o de transmissão causa mortis de bens incorpóreos, inclusive de títulos e créditos, ao Estado onde se tiver aberto a sucessão. Quando esta se haja aberto em outro Estado ou no estrangeiro, será devido o imposto ao Estado em cujo território os valores da herança forem liquidados ou transferidos aos herdeiros.
        Art 24 – Os Estados poderão criar outros impostos. É vedada, entretanto, a bitributação, prevalecendo o imposto decretado pela União, quando a competência for concorrente. É da competência do Conselho Federal, por iniciativa própria ou mediante representação do contribuinte, declarar a existência da bitributação, suspendendo a cobrança do tributo estadual.
        Art 25 – O território nacional constituirá uma unidade do ponto de vista alfandegário, econômico e comercial, não podendo no seu interior estabelecer-se quaisquer barreiras alfandegárias ou outras limitações ao tráfego, vedado assim aos Estados como aos Municípios cobrar, sob qualquer denominação, impostos interestaduais, intermunicipais, de viação ou de transporte, que gravem ou perturbem a livre circulação de bens ou de pessoas e dos veículos que os transportarem.
        Art 26 – Os Municípios serão organizados de forma a ser-lhes assegurada autonomia em tudo quanto respeite ao seu peculiar interesse, e, especialmente:
        a) à escolha dos Vereadores pelo sufrágio direto dos munícipes alistados eleitores na forma da lei;
        b) a decretação dos impostos e taxas atribuídos à sua competência por esta Constituição e pelas Constituições e leis dos Estados;
        c) à organização dos serviços públicos de caráter local.
        Art 27 – O Prefeito será de livre nomeação do Governador do Estado.
        Art 28 – Além dos atribuídos a eles pelo art. 23, § 2, desta Constituição e dos que lhes forem transferidos Pelo Estado, pertencem aos Municípios:
        I – o imposto de licença;
        II – o imposto predial e o territorial urbano;
        III – os impostos sobre diversões públicas;
        IV – as taxas sobre serviços municipais.
        Art 29 – Os Municípios da mesma região podem agrupar-se para a instalação, exploração e administração de serviços públicos comuns. O agrupamento, assim constituído, será dotado de personalidade jurídica limitada a seus fins.
        Parágrafo único – Caberá aos Estados regular as condições em que tais agrupamentos poderão constituir-se, bem como a forma, de sua administração.
        Art 30 – O Distrito Federal será administrado, por um Prefeito de nomeação do Presidente da República, com a aprovação do Conselho Federal, e demissível ad nutum , cabendo as funções deliberativas ao Conselho Federal. As fontes de receita do Distrito Federal são as mesmas dos Estados e Municípios, cabendo-lhe todas as despesas de caráter local.
        Art 31 – A Administração dos Territórios será regulada em lei especial.
        Art 32 – É vedado à União, aos Estados e aos Municípios:
        a) criar distinções entre brasileiros natos ou discriminações e desigualdades entre os Estados e Municípios;
        b) estabelecer, subvencionar ou embaraçar o exercício de cultos religiosos;
        c) tributar bens, rendas e serviços uns dos outros.
        Parágrafo único – Os serviços públicos concedidos não gozam de isenção tributária, salvo a que lhes for outorgada, no interesse comum, por lei especial.
        Art 33 – Nenhuma autoridade federal, estadual ou municipal recusará fé aos documentos emanados de qualquer delas.
        Art 34 – É vedado à União decretar impostos que não sejam uniformes em todo território nacional, ou que importem discriminação em favor dos, portos de uns contra os de outros, Estado.
        Art 35 – É defeso aos Estados, ao Distrito Federal e, aos Municípios:
        a) denegar uns aos outros ou aos Territórios, a extradição de criminosos, reclamada, de acordo com as leis da União, pelas respectivas justiças;
        b) estabelecer discriminação tributária ou de qualquer outro tratamento entre bens ou mercadorias por motivo de sua procedência;
        c) contrair empréstimo externo sem prévia autorização do Conselho Federal.
        Art 36 – São do domínio federal:
        a) os bens que pertencerem à União nos termos das leis atualmente em vigor;
        b) os lagos e quaisquer correntes em terrenos do seu domínio ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países ou se estendam a territórios estrangeiros;
        c) as ilhas fluviais e lacustres nas zonas fronteiriças.
        Art 37 – São do domínio dos Estados:
        a) os bens de propriedade destes, nos termos da legislação em vigor, com as restrições cio artigo antecedente;
        b) as margens dos rios e lagos navegáveis destinadas ao uso público, se por algum título não forem do domínio federal, municipal ou particular.
DO PODER LEGISLATIVO
        Art 38 – O Poder Legislativo é exercido pelo Parlamento Nacional com a colaboração do Conselho da Economia Nacional e do Presidente da República, daquele mediante parecer nas matérias da sua competência consultiva e deste pela iniciativa e sanção dos projetos de lei e promulgação dos decretos-leis autorizados nesta Constituição.
        § 1º – O Parlamento nacional compõe-se de duas Câmaras: a Câmara dos Deputados e o Conselho Federal.
        § 2º – Ninguém pode pertencer ao mesmo tempo à Câmara dos Deputados e ao Conselho Federal.
        Art 39 – O Parlamento reunir-se-á na Capital Federal, independentemente de convocação, a 3 de maio de cada ano, se a lei não designar outro dia, e funcionará, quatro meses, do dia da instalação, somente por iniciativa do Presidente da República, podendo ser prorrogado, adiado ou convocado extraordinariamente.
        § 1º – Nas prorrogações, assim como nas sessões extraordinárias, o Parlamento só poderá deliberar sobre as matérias indicadas pelo Presidente da República no ato de prorrogação ou convocação.
        § 2º – Cada Legislatura durará quatro anos.
        § 3º – As vagas que ocorrerem serão preenchidas por eleição suplementar, se se tratar da Câmara dos Deputados, e por eleição ou nomeação, conforme o caso, em se tratando do Conselho Federal.
        Art 40 – A Câmara dos Deputados e o Conselho Federal funcionarão separadamente, e, quando não se resolver o contrário, por maioria de votos, em sessões públicas. Em uma e outra Câmara as deliberações serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta dos seus membros.
        Art 41 – A cada uma das Câmaras compete:
        – eleger a sua Mesa;
        – organizar o seu Regimento interno;
        – regular o serviço de sua polícia interna;
        – nomear os funcionários de sua Secretaria.
        Art 42 – Durante o prazo em que estiver funcionando o Parlamento, nenhum dos seus membros poderá ser preso ou processado criminalmente, sem licença da respectiva Câmara, salvo caso de flagrante em crime inafiançável.
        Art 43 – Só perante a sua respectiva Câmara responderão os membros do Parlamento nacional pelas opiniões e votos que, emitirem no exercício de suas funções; não estarão, porém, isentos da responsabilidade civil e criminal por difamação, calúnia, injúria, ultraje à moral pública ou provocação pública ao crime.
        Parágrafo único – Em caso de manifestação contrária à existência ou independência da Nação ou incitamento à subversão violenta da ordem política ou social, pode qualquer das Câmaras, por maioria de votos, declarar vago o lugar do Deputado ou membro do Conselho Federal, autor da manifestação ou incitamento.
        Art 44 – Aos membros do Parlamento nacional é vedado:
        a) celebrar contrato com a Administração Pública federal, estadual ou municipal;
        b) aceitar ou exercer cargo, comissão ou emprego público remunerado, salvo missão diplomática de caráter extraordinário;
        c) exercer qualquer lugar de administração ou consulta ou ser proprietário ou sócio de empresa concessionária de serviços públicos, ou de sociedade, empresa ou companhia que goze de favores, privilégios, isenções, garantias de rendimento ou subsídios do poder público;
        d) ocupar cargo público de que seja demissível ad nutum ;
        e) patrocinar causas contra a União, os Estados ou Municípios.
        Parágrafo único – No intervalo das sessões, o membro do Parlamento poderá reassumir o cargo público de que for titular.
        Art 45 – Qualquer das duas Câmaras ou alguma das suas Comissões pode convocar Ministro de Estado para prestar esclarecimentos sobre matérias sujeitas à sua deliberação. O Ministro, independentemente de qualquer convocação, pode é pedir a uma das Câmaras do Parlamento, ou a qualquer de suas Comissões, dia e hora para ser ouvido sobre questões sujeitas à deliberação do Poder Legislativo.
DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
        Art 46 – A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos mediante sufrágio indireto.
        Art 47 – São eleitores os Vereadores às Câmaras Municipais e, em cada Município, dez cidadãos eleitos por sufrágio direto no mesmo ato da eleição da Câmara Municipal.
        Parágrafo único – Cada Estado constituirá uma Circunscrição Eleitoral.
        Art 48 – O número de Deputados por Estado será proporcional à população e fixado por lei, não podendo ser superior a dez nem inferior a três por Estado.
        Art 49 – Compete à Câmara dos Deputados iniciar a discussão e votação de leis de impostos e fixação das forças de terra e mar, bem como todas que importarem aumento de despesa.
DO CONSELHO FEDERAL
        Art 50 – O Conselho Federal compõe-se de representantes dos Estados e dez membros nomeados pelo Presidente da República. A duração do mandato é de seis anos.
        Parágrafo único – Cada Estado, pela sua Assembléia Legislativa, elegerá um representante. O Governador do Estado terá o direito de vetar o nome escolhido pela Assembléia; em caso de veto, o nome vetado só se terá por escolhido definitivamente se confirmada a eleição por dois terços de votos da totalidade dos membros da Assembléia.
        Art 51 – Só podem ser eleitos representantes dos Estados os brasileiros natos maiores de trinta e cinco anos, alistados eleitores e que hajam exercido, por espaço nunca menor de quatro anos, cargo de governo na União ou nos Estados.
        Art 52 – A nomeação feita pelo Presidente da República só pode recair em brasileiro nato, maior de trinta e cinco anos e que se haja distinguido por sua atividade em algum dos ramos da produção ou da cultura nacional.
        Art 53 – Ao Conselho Federal cabe legislar para o Distrito Federal e para os Territórios, no que se referir aos interesses peculiares dos mesmos.
        Art 54 – Terá inicio no Conselho Federal a discussão e votação dos projetos de lei sobre:
        a) tratados e convenções internacionais;
        b) comércio internacional e interestadual;
        c) regime de portos e navegação de cabotagem.
        Art 55 – Compete ainda ao Conselho Federal:
        a) aprovar as nomeações de Ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas, dos representantes diplomáticos, exceto os enviados em missão extraordinária;
        b) aprovar os acordos concluídos entre os Estados.
        Art 56 – O Conselho Federal será presidido por um Ministro de Estado, designado pelo Presidente da República.
DO CONSELHO DA ECONOMIA NACIONAL
        Art 57 – O Conselho da Economia Nacional compõe-se de representantes dos vários ramos da produção nacional designados, dentre pessoas qualificadas pela sua competência especial, pelas associações profissionais ou sindicatos reconhecidos em lei, garantida a igualdade de representação entre empregadores e empregados.
        Parágrafo único – O Conselho da Economia Nacional se dividirá em cinco Seções:
        a) Seção da Indústria e do Artesanato;
        b) Seção de Agricultura;
        c) Seção do Comércio;
        d) Seção dos Transportes;
        e) Seção do Crédito.
        Art 58 – A designação dos representantes das associações ou sindicatos é feita pelos respectivos órgãos colegiais deliberativos, de grau superior.
        Art 59 – A Presidência do Conselho da Economia Nacional caberá a um Ministro de Estado, designado pelo Presidente da República.
        § 1º – Cabe, igualmente, ao Presidente da República designar, dentre pessoas qualificadas pela sua competência especial, até três membros para cada uma das Seções do Conselho da Economia Nacional.
        § 2º – Das reuniões das várias Seções, órgãos, Comissões ou Assembléia Geral do Conselho poderão participar, sem direito a voto, mediante autorização do Presidente da República, os Ministros, Diretores de Ministério e representantes de Governos estaduais; igualmente, sem direito a voto, poderão participar das mesmas reuniões representantes de sindicatos ou associações de categoria compreendida em algum dos ramos da produção nacional, quando se trate do seu especial interesse.
        Art 60 – O Conselho da Economia Nacional organizará os seus Conselhos Técnicos permanentes, podendo, ainda, contratar o auxílio de especialistas para o estudo de determinadas questões sujeitas a seu parecer ou inquéritos recomendados pelo Governo ou necessários ao preparo de projetos de sua iniciativa.
        Art 61 – São atribuições do Conselho da Economia Nacional:
        a) promover a organização corporativa da economia nacional;
        b) estabelecer normas relativas à assistência prestada pelas associações, sindicatos ou institutos;
        c) editar normas reguladoras dos contratos coletivos de trabalho entre os sindicatos da mesma categoria da produção ou entre associações representativas de duas ou mais categorias;
        d) emitir parecer sobre todos os projetos, de iniciativa do Governo ou de qualquer das Câmaras, que interessem diretamente à produção nacional;
        e) organizar, por iniciativa própria ou proposta do Governo, inquérito sobre as condições do trabalho, da agricultura, da indústria, do comércio, dos transportes e do crédito, com o fim de incrementar, coordenar e aperfeiçoar a produção nacional;
        f) preparar as bases para a fundação de institutos de pesquisas que, atendendo à diversidade das condições econômicas, geográficas e sociais do País, tenham por objeto:
        I – racionalizar a organização e administração da agricultura e da indústria;
        II – estudar os problemas do crédito, da distribuição e da venda, e os relativos à organização do trabalho;
        g) emitir parecer sobre todas as questões relativas à organização e reconhecimento de sindicatos ou associações profissionais;
        h) propor ao Governo a criação de corporação de categoria,
        Art 62 – As normas, a que se referem as letras b e c do artigo antecedente, só se tornarão obrigatórias mediante aprovação do Presidente da República.
        Art 63 – A todo tempo podem ser conferidos ao Conselho da Economia Nacional, mediante plebiscito a regular-se em lei, poderes de legislação sobre algumas ou todas as matérias da sua competência.
        Parágrafo único – A iniciativa do plebiscito caberá ao Presidente da República, que especificará no decreto respectivo as condições em que, e as matérias sobre as quais poderá o Conselho da Economia Nacional exercer poderes de legislação.
DAS LEIS E DAS RESOLUÇÕES
        Art 64 – A iniciativa dos projetos de lei cabe, em princípio, ao Governo. Em todo caso, não serão admitidos como objeto de deliberação projetos ou emendas de iniciativa de qualquer das Câmaras, desde que versem sobre matéria tributária ou que de uns ou de outras resulte aumento de despesa.
        § 1º – A nenhum membro de qualquer das Câmaras caberá a iniciativa de projetos de lei. A iniciativa só poderá ser tomada por um terço de Deputados ou de membros do Conselho Federal.
        § 2º – Qualquer projeto iniciado em uma das Câmaras terá suspenso o seu andamento, desde que o Governo comunique o seu propósito de apresentar projeto que regule o mesmo assunto. Se dentro de trinta dias não chegar à Câmara a que for feita essa comunicação, o projeto do Governo, voltará a constituir objeto de deliberação o iniciado no Parlamento.
        Art 65 – Todos os projetos de lei que interessem à economia nacional em qualquer dos seus ramos, antes de sujeitos à deliberação do Parlamento, serão remetidos à consulta do Conselho da Economia Nacional.
        Parágrafo único – Os projetos de iniciativa do Governo, obtendo parecer favorável do Conselho da Economia Nacional, serão submetidos a uma só discussão em cada uma das Câmaras. A Câmara, a que forem sujeitos, limitar-se-á a aceitá-los ou rejeitá-los. Antes da deliberação da Câmara legislativa, o Governo poderá retirar os projetos ou emendá-los, ouvido novamente o Conselho da Economia Nacional se as modificações importarem alteração substancial dos mesmos.
        Art 66 – O projeto de lei, adotado numa das Câmaras, será submetido à outra; e esta, se o aprovar, enviá-lo-á ao Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará e o promulgará.
        § 1º – Quando o Presidente da República julgar um projeto de lei, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário aos interesses nacionais, vetá-lo-á total ou parcialmente, dentro de trinta dias úteis, a contar daquele em que o houver recebido, devolvendo, nesse prazo e com os motivos do veto, o projeto ou a parte vetada à Câmara onde ele se houver iniciado.
        § 2º – O decurso do prazo de trinta dias, sem que o Presidente da República se haja manifestado, importa sanção.
        § 3º – Devolvido o projeto à Câmara iniciadora, aí sujeitar-se-á a uma discussão e votação nominal, considerando-se aprovado se obtiver dois terços dos sufrágios presentes. Neste caso, o projeto será remetido à outra Câmara, que, se o aprovar pelos mesmos trâmites e maioria, o fará publicar como lei no jornal oficial.
DA ELABORAÇAO ORÇAMENTÁRIA
        Art 67 – Haverá junto à Presidência da República, organizado por decreto do Presidente, um Departamento Administrativo com as seguintes atribuições:
        a) o estudo pormenorizado das repartições, departamentos e estabelecimentos públicos, com o fim de determinar, do ponto de vista da economia e eficiência, as modificações a serem feitas na organização dos serviços públicos, sua distribuição e agrupamento, dotações orçamentárias, condições e processos de trabalho, relações de uns com os outros e com o público;
        b) organizar anualmente, de acordo com as instruções do Presidente da República, a proposta orçamentária a ser enviada por este à Câmara dos Deputados;
        c) fiscalizar, por delegação do Presidente da República e na conformidade das suas instruções, a execução orçamentária.
        Art 68 – O orçamento será uno, incorporando-se obrigatoriamente à receita todos os tributos, rendas e suprimentos de fundos, incluídas na despesa todas as dotações necessárias ao custeio dos serviços públicos.
        Art 69 – A discriminação ou especialização da despesa far-se-á por serviço, departamento, estabelecimento ou repartição.
        § 1º – Por ocasião de formular a proposta orçamentária, o Departamento Administrativo organizará, para cada serviço, departamento, estabelecimento ou repartição, o quadro da discriminação ou especialização, por itens, da despesa que cada um deles é autorizado a realizar. Os quadros em questão devem ser enviados à Câmara dos Deputados juntamente com a proposta orçamentária, a título meramente informativo ou como subsídio ao esclarecimento da Câmara na votação das verbas globais.
        § 2º – Depois de votado o orçamento, se alterada a proposta do Governo, serão, na conformidade do vencido, modificados os quadros a que se refere o parágrafo anterior; e, mediante proposta fundamentada do Departamento Administrativo, o Presidente da República poderá autorizar, no decurso do ano, modificações nos quadros de discriminação ou, especialização por itens, desde que para cada serviço não sejam excedidas as verbas globais votadas pelo Parlamento.
        Art 70 – A lei orçamentária não conterá dispositivo estranho à receita prevista e à despesa fixada para os serviços anteriormente criados, excluídas de tal proibição:
        a) a autorização para abertura de créditos suplementares e operações de crédito por antecipação da receita;
        b) a aplicação do saldo ou o modo de cobrir o deficit .
        Art 71 – A Câmara dos Deputados dispõe do prazo de quarenta e cinco dias para votar o orçamento, a partir do dia em que receber a proposta do Governo; o Conselho Federal, para o mesmo fim, do prazo de vinte e cinco dias, a contar da expiração do concedido à Câmara dos Deputados. O prazo para a Câmara dos Deputados pronunciar-se sobre as emendas do Conselho Federal será de quinze dias contados a partir da expiração do prazo concedido ao Conselho Federal.
        Art 72 – O Presidente da República publicará o orçamento:
        a) no texto que lhe for enviado pela Câmara dos Deputados, se ambas, as Câmaras guardarem nas suas deliberações os prazos acima afixados;
        b) no texto votado pela Câmara dos Deputados se o Conselho Federal, no prazo prescrito, não deliberar sobre o mesmo;
        c) no texto votado pelo Conselho Federal, se a Câmara dos Deputados houver excedido os prazos que lhe são fixados para a votação da proposta do Governo ou das emendas do Conselho Federal;
        d) no texto da proposta apresentada pelo Governo, se ambas as Câmaras não houverem terminado, nos prazos prescritos, a votação do orçamento.
DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
        Art 73 – o Presidente da República, autoridade suprema do Estado, coordena a atividade dos órgãos representativos, de grau superior, dirige a política interna e externa, promove ou orienta a política legislativa de interesse nacional, e superintende a administração do País.
        Art 74 – Compete privativamente ao Presidente da República:
        a) sancionar, promulgar e fazer publicar as leis e expedir decretos e regulamentos para a sua execução;
  
        b) expedir decretos-leis, nos termos dos arts. 12 e 13;
        c) manter relações com os Estados estrangeiros;
        d) celebrar convenções e tratados internacionais ad referendum do Poder Legislativo;
        e) exercer a chefia suprema das forças armadas da União, administrand-as por intermédio dos órgãos do alto comando;
        f) decretar a mobilização das forças armadas;
        g) declarar a guerra, depois de autorizado pelo Poder Legislativo, e, independentemente de autorização, em caso de invasão ou agressão estrangeira;
        h) fazer a paz ad referendum do Poder Legislativo;
        i) permitir, após autorização do Poder Legislativo, a passagem de forças estrangeiras pelo território nacional;
        j) intervir nos Estados e neles executar a intervenção, nos termos constitucionais;
        k) decretar o estado de emergência e o estado de guerra nos termos do art. 166;
        l) prover os cargos federais, salvo as exceções previstas na Constituição e nas leis;
        m) autorizar brasileiros a aceitar pensão, emprego ou comissão de governo estrangeiro;
        n) determinar que entrem provisoriamente em execução, antes de aprovados pelo Parlamento, os tratados ou convenções internacionais, se a isto o aconselharem os interesses do País.
        Art 75 – São prerrogativas do Presidente da República:
        a) indicar um dos candidatos à Presidência da República;
        b) dissolver a Câmara dos Deputados no caso do parágrafo único cio art. 167;
        c) nomear os Ministros de Estado;
        d) designar os membros do Conselho Federal reservados à sua escolha;
        e) adiar, prorrogar e convocar o Parlamento;
        f) exercer o direito de graça.
        Art 76 – Os atos oficiais do Presidente da República serão referendados pelos seus Ministros, salvo os expedidos no uso de suas prerrogativas, os quais não exigem referenda.
  
        Art 77 – Nos casos de impedimento temporário ou visitas oficiais a países estrangeiros o Presidente da República designará, dentre os membros do Conselho Federal, o seu substituto.
        Art 78 – Vagando por qualquer motivo a Presidência da República, o Conselho Federal elegerá dentre os seus membros, no mesmo dia ou no dia imediato, o Presidente provisório, que convocará para o quadragésimo dia, a contar da sua eleição, o Colégio Eleitoral do Presidente da República.
        § 1º – Caso a eleição do Presidente provisório não possa efetuar-se no prazo acima, o Presidente do Conselho Federal assumirá a Presidência da República, até a eleição, pelo Conselho Federal, do Presidente provisório.
        § 2º – O Presidente eleito começará novo período presidencial.
        § 3º – O Presidente provisório não poderá usar da prerrogativa da letra a do art. 75.
        Art 79 – Se, decorridos sessenta dias da sua eleição, o Presidente da República não houver assumido o poder, o Conselho Federal decretará vaga a Presidência, procedendo-se a nova eleição.
        Art 80 – O período presidencial será de seis anos.
        Art 81 – São condições de elegibilidade à Presidência da República ser brasileiro nato e maior de trinta e cinco anos.
 
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