CONSTITUIÇÃO BRASIL 1967_Art. 1 a 51

Acesso em: 21:45 13/7/2007
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CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1967
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CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1967
O Congresso Nacional, invocando a proteção de Deus, decreta e promulga a seguinte
CONSTITUIÇÃO DO BRASIL
TÍTULO I
Da Organização Nacional
CAPÍTULO I
Disposições Preliminares
        Art 1º – O Brasil é uma República Federativa, constituída sob o regime representativo, pela união indissolúvel dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
        § 1º – Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido.
        § 2º – São símbolos nacionais a bandeira e o hino vigorantes na data da promulgação desta Constituição e outros estabelecidos em lei.
        § 3º – Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.
        Art 2º – O Distrito Federal é a Capital da União.
        Art 3º – A criação de novos Estados e Territórios dependerá de lei complementar.
        Art 4º – Incluem-se entre os bens da União:
        I – a porção de terras devolutas indispensável à defesa nacional ou essencial ao seu desenvolvimento econômico;
        II – os lagos e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, que sirvam de limite com outros países ou se estendam a território estrangeiro, as ilhas oceânicas, assim como as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países;
        III – a plataforma submarina;
        IV – as terras ocupadas pelos silvícolas;
        V – os que atualmente lhe pertencem.
        Art 5º – Incluem-se entre os bens dos Estados os lagos e rios em terrenos de seu domínio e os que têm nascente e foz no território estadual, as ilhas fluviais e lacustres e as terras devolutas não compreendidas no artigo anterior.
        Art 6º – São Poderes da União, independentes e harmônicos, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
        Parágrafo único – Salvo as exceções previstas nesta Constituição, é vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições; o cidadão investido na função de um deles não poderá exercer a de outro.
        Art 7º – Os conflitos internacionais deverão ser resolvidos por negociações diretas, arbitragem e outros meios pacíficos, com a cooperação dos organismos internacionais de que o Brasil participe.
        Parágrafo único – É vedada a guerra de conquista.
CAPÍTULO II
Da Competência da União
        Art 8º – Compete à União:
        I – manter relações com Estados estrangeiros e com eles celebrar tratados e convenções; participar de organizações internacionais;
        II – declarar guerra e fazer a paz;
        III – decretar o estado de sitio;
        IV – organizar as forças armadas; planejar e garantir a segurança nacional;
        V – permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam. temporariamente;
        VI – autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;
        VII – organizar e manter a policia federal com a finalidade de prover:
        a) os serviços de política marítima, aérea e de fronteiras;
        b) a repressão ao tráfico de entorpecentes;
        c) a apuração de infrações penais contra a segurança nacional, a ordem política e social, ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União, assim como de outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
        d) a censura de diversões públicas;
        VIII. – emitir moedas;
        IX – fiscalizar as operações de crédito, capitalização e de seguros;
        X – estabelecer o plano nacional de viação;
        XI – manter o serviço postal e o Correio Aéreo Nacional;
        XII – organizar a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente a seca e as inundações;
        XIII – estabelecer e executar planos regionais de desenvolvimento;
        XIV – estabelecer planos nacionais de educação e de saúde;
        XV – explorar, diretamente ou mediante autorização ou concessão:
        a) os serviços de telecomunicações;
        b) os serviços e instalações de energia elétrica de qualquer origem ou natureza;
        c) a navegação aérea;
        d) as vias de transporte entre portos marítimos e fronteiras nacionais ou que transponham os limites de um Estado, ou Território;
        XVI – conceder anistia,
        XVII – legislar sobre:
        a) a execução da Constituição e dos serviços federais;
        b) direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, aéreo, marítimo e do trabalho;
        c) Normas gerais de direito financeiro; de seguro e previdência social; de defesa e proteção da saúde; de regime penitenciário;
        d) Produção e consumo;
        e) registros públicos e juntas comerciais;
        f) desapropriação;
        g) requisições civis e militares em tempo de guerra;
        h) jazidas, minas e outros recursos minerais; metalurgia; florestas, caça e pesca;
        I) águas, energia elétrica e telecomunicações;
        j) sistema monetário e de medidas; título e garantia dos metais;
        k) política de crédito, câmbio, comércio exterior e interestadual; transferência de valores para fora do Pais;
        m) regime dos portos e da navegação de cabotagem, fluvial e lacustre;
        n) tráfego e trânsito nas vias terrestres;
        o) nacionalidade, cidadania e naturalização; incorporação dos silvícolas à comunhão nacional;
        p) emigração e imigração; entrada, extradição e expulsão de estrangeiros;
        q) diretrizes e bases da educação nacional; normas gerais sobre desportos;
        r) condições de capacidade para o exercício das profissões liberais e técnico-científicas;
        s) uso dos símbolos nacionais; –
        t) organização administrativa e judiciária do Distrito Federal e dos Territórios;
        u) sistemas estatístico e cartográfico nacionais;
        v) organização, efetivos, instrução, justiça e garantias das policias militares e condições gerais de sua convocação, inclusive mobilização.
        § 1º – A União poderá celebrar convênios com os Estados para a execução, por funcionários estaduais, de suas leis, serviços ou decisões.
        § 2º – A competência da União não exclui a dos Estados para legislar supletivamente sobre as matérias das letras c, d , e , n , q e v do item XVII, respeitada a lei federal.
        Art 9º – A União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios é vedado:
        I – criar distinções entre brasileiros ou preferências em favor de uns contra outros Estados ou Municípios;
        II – estabelecer cultos religiosos ou igrejas; subvencioná-los; embaraçar-lhes o exercício; ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada a colaboração de Interesse público, notadamente nos setores educacional, assistencial e hospitalar;
        III – recusar fé aos documentos públicos.
        Art 10 – A União não intervirá nos Estados, salvo para:
        I – manter a integridade nacional;
        II – repelir invasão estrangeira ou a de um Estado em outro;
        III – pôr termo a grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção;
        IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes estaduais;
        V – reorganizar as finanças do Estado que:
        a) suspender o pagamento de sua divida fundada, por mais de dois anos consecutivos, salvo por motivo de força maior;
        b) deixar de entregar aos Municípios as cotas tributárias a eles destinadas;
        c) adotar medidas ou executar planos econômicos ou financeiros que contrariem as diretrizes estabelecidas pela União através de lei;
        VI – prover à execução de lei federal, ordem ou decisão judiciária;
        VII – assegurar a observância dos seguintes princípios:
        a) forma republicana representativa;
        b) temporariedade dos mandatos eletivos, limitada a duração destes à dos mandatos federais correspondentes;
        c) proibição de reeleição de Governadores e de Prefeitos para o período !mediato;
        d) independência e harmonia dos Poderes;
        e) garantias do Poder Judiciário;
        f) autonomia municipal;
        g) prestação de contas da Administração.
        Art 11 – Compete ao Presidente da República decretar a intervenção.
        § 1º – A decretação da intervenção dependerá:
        a) no caso do n.° IV do art. 10, de solicitação do Poder Legislativo ou do Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário;
        b) no caso do n.º VI do art. 10, de requisição do Supremo Tribunal Federal, ou do Tribunal Superior Eleitoral, conforme a matéria, ressalvado o disposto na letra c deste parágrafo.
        c) do provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, nos casos do item VII, assim como no do item VI, ambos do art. 10, quando se tratar de execução de lei federal.
        § 2º – Nos casos dos itens VI e VII do art. 10, o decreto do Presidente ela República limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida tiver eficácia.
        Art 12 – O decreto de intervenção, que será submetido à apreciação do Congresso Nacional, dentro de cinco dias,          especificará:
        I – a sua amplitude, duração e condições de execução;
        II – a nomeação do interventor.
        § 1º – Caso não esteja funcionando, o Congresso Nacional será convocado extraordinariamente, dentro do mesmo prazo de cinco dias, para apreciar o ato do Presidente da República.
        § 2º – No caso do § 2º do artigo anterior, fica dispensada a apreciação do decreto do Presidente da República pelo Congresso Nacional, se a suspensão do ato tiver produzido os seus efeitos.
        § 3º – Cessados os motivos que houverem determinado a intervenção, voltarão aos seus cargos, salvo impedimento legal, as autoridades deles afastadas.
CAPÍTULO III
Da Competência dos Estados e Municípios
        Art 13 – Os Estados se organizam e se regem pelas Constituições e pelas leis que adotarem, respeitados, dentre outros princípios estabelecidos nesta Constituição, os seguintes:
        I – os mencionados no art. 10, n.º VII;
        II – a forma de investidura nos cargos eletivos;
        III – o processo legislativo;
        IV – a elaboração orçamentária e a fiscalização orçamentária e financeira, inclusive a aplicação dos recursos recebidos da União e atribuídos aos Municípios;
        V – as normas relativas aos funcionários públicos;
        VI – proibição de pagar a Deputados estaduais mais de dois terços dos subsídios atribuídos aos Deputados federais;
        VII – a emissão de títulos da dívida pública fora dos limites estabelecidos por lei federal.
        § 1º – Cabem aos Estados todos os poderes não conferidos por esta Constituição à União ou aos Municípios.
        § 2º – A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado far-se-á por sufrágio universal e voto direto e secreto.
        § 3º – Para a execução, por funcionários federais ou municipais, de suas leis, serviços ou decisões, os Estados poderão celebrar convênios com a União ou os Municípios.
        § 4º – As polícias militares, instituídas para a manutenção da ordem e segurança interna nos Estados, nos Territórios e no Distrito Federal, e os corpos de bombeiros militares são considerados forças auxiliares, reserva do Exército.
        § 5º – Não será concedido, pela União, auxílio a Estado ou Município, sem a prévia entrega, ao órgão federal competente, do plano de aplicação dos respectivos créditos. A prestação de contas, pelo Governador ou Prefeito, será feita nos prazos e na forma da lei precedida de publicação no jornal oficial do Estado.
        Art 14 – Lei complementar estabelecerá os requisitos mínimos de população e renda pública e a forma de consulta prévia às populações locais, para a criação de novos Municípios.
        Art 15 – A criação de Municípios, bem como sua divisão em distritos, dependerá de lei estadual. A organização municipal poderá variar, tendo-se em vista as peculiaridades locais.
        Art 16 – A autonomia municipal será assegurada:
        I – pela eleição direta de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores realizada simultaneamente em todo o Pais, dois anos antes das eleições gerais para Governador, Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa;
        II – pela administração própria, no que concerne ao seu peculiar interesse, especialmente quanto:
        a) à decretação e arrecadação dos tributos de sua competência e à aplicação de suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade, de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei estadual;
        b) à organização dos serviços públicos locais.
        § 1º – Serão nomeados pelo Governador, com prévia aprovação:
        a) da Assembléia Legislativa, os Prefeitos das Capitais dos Estados e dos Municípios considerados estâncias hidrominerais em lei estadual;
        b) do Presidente da República, os Prefeitos dos Municípios declarados de interesse da segurança nacional, por lei de iniciativa do Poder Executivo.
        § 2º – Somente terão remuneração os Vereadores das Capitais e dos Municípios de população superior a cem. mil habitantes, dentro dos limites e critérios fixados em lei complementar.
        § 3º – A intervenção nos Municípios será regulada na Constituição do Estado, só podendo ocorrer:
        a) quando se verificar impontualidade no pagamento de empréstimo garantido pelo Estado;
        b) se deixarem de pagar, por dois anos consecutivos, divida fundada;
        c) quando a Administração municipal não prestar contas a que esteja obrigada na forma da lei estadual.
        § 4º – Os Municípios poderão celebrar convênios para a realização de obras ou exploração de serviços públicos de interesse comum, cuja execução ficará dependendo de aprovação das respectivas Câmaras Municipais.
        § 5º – O número de Vereadores será, no máximo, de vinte e um, guardando-se proporcionalidade com o eleitorado do Município.
CAPÍTULO IV
Do Distrito Federal e dos Territórios
        Art 17 – A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária do Distrito Federal e dos Territórios.
        § 1º – Caberá ao Senado discutir e votar projetos de Lei sobre matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da Administração do Distrito Federal.
        § 2º – O Prefeito do Distrito Federal e os Governadores dos Territórios serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado.
        § 3º – Caberá ao Governador do Território a nomeação dos Prefeitos Municipais.
CAPÍTULO V
Do Sistema Tributário
        Art 18 – sistema tributário nacional compõe-se de impostos, taxas e contribuições de melhoria e é regido pelo disposto neste Capítulo em leis complementares, em resoluções do Senado e, nos limites das respectivas competências, em leis federais, estaduais e municipais.
        Art 19 – Compete à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios arrecadar:
        I – os impostos previstos nesta Constituição;
        II – taxas pelo exercício regular do poder de polícia ou pela utilização de serviços públicos de sua atribuição, específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;
        III – contribuição de melhoria dos proprietários de imóveis valorizados pelas obras públicas que os beneficiaram.
        § 1º – Lei complementar estabelecerá normas gerais de direito tributário, disporá sobre os conflitos de competência tributária entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e regulará as limitações constitucionais do poder tributário.
        § 2º – Para cobrança das taxas não se poderá tomar como base de cálculo a que tenha servido para a incidência dos impostos.
        § 3º – A lei fixará os critérios, os limites e a forma de cobrança, da contribuição de melhoria a ser exigida sobre. cada imóvel, sendo que o total da sua arrecadação não poderá exceder o custo da obra pública que lhe der causa.
        § 4º – Somente a União, nos casos excepcionais definidos em lei complementar, poderá instituir empréstimo compulsório.
        § 5º – Competem ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios, cumulativamente, os impostos atribuídos aos Estados e Municípios; e à União, nos Territórios Federais, os impostos atribuídos aos Estados e, se o Território não for dividido em Município, os impostos municipais.
        § 6º – A União poderá, desde que não tenham base de cálculo e fato gerador idênticos aos dos impostos previstos nesta Constituição, instituir outros além daqueles a que se referem os arts. 22 e 23 e que não se contenham na competência tributária privativa dos Estados, Distrito Federal e Municípios, assim como transferir-lhes o exercício da competência residual em relação a determinados impostos, cuja incidência seja definida em lei federal.
        § 7º – Mediante convênio, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão, delegar, uns aos outros, atribuições de administração tributária, e coordenar ou unificar serviços de fiscalização e arrecadação de tributos.
        § 8º – A União, os Estados e os Municípios criarão incentivos fiscais à industrialização dos produtos desolo e do subsolo, realizada no imóvel de origem.
        Art 20 – É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
        I – instituir ou aumentar tributo sem que a lei o estabeleça, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
        II – estabelecer limitações ao tráfego, no território nacional, de pessoas ou mercadorias, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, exceto o pedágio para atender ao custo de vias de transporte;
        III – criar imposto sobre:
        a) o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros;
        b) templos de qualquer culto;
        c) o patrimônio, a, renda ou os serviços de Partidos Políticos e de instituições de educação ou de assistência social, observados os requisitos fixados em lei;
        d) o livro, os jornais e os periódicos, assim como o papel destinado à sua impressão.
        § 1º – O disposto na letra a do n.º III é extensivo às autarquias, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas finalidades essenciais, ou delas decorrentes; não se estende, porém, aos serviços públicos concedidos, cujo tratamento tributário é estabelecido pelo poder concedente no que se refere aos tributos de sua competência, observado o disposto no parágrafo seguinte.
        § 2º – A União, mediante lei complementar, atendendo, a relevante interesse social ou econômico nacional, poderá conceder isenções de impostos federais, estaduais e municipais.
        Art 21 – É vedado:
        I – a União instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional, eu que importe distinção ou preferência em relação a determinado Estado ou Município;
        II – à União tributar a renda das obrigações da dívida pública estadual ou municipal e os proventos dos agentes dos Estados e Municípios., em níveis superiores aos que fixar para as suas próprias obrigações e para os proventos dos seus próprios agentes;
        III – aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens de qualquer natureza, em razão da sua procedência ou do seu destino.
        Art 22 – Compete à União decretar impostos sobre:
        I – importação de produtos estrangeiros;
        II – exportação, para o estrangeiro, de produtos nacionais ou nacionalizados;
        III – propriedade territorial, rural;
        IV – rendas e proventos de qualquer natureza, salvo ajuda de custo e diárias pagas pelos cofres públicos;
        V – produtos industrializados;
        VI – operações de crédito, câmbio, seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
        VII – serviços de transporte e comunicações, salvo os de natureza estritamente municipal;
        VIII – produção, importação, circulação, distribuição ou consumo de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos;
        IX – produção, importação, distribuição ou consumo de energia elétrica;
        X – extração, circulação, distribuição ou consumo de minerais do País.
        § 1º – O imposto territorial, de que trata o item III, mão incidirá sobre glebas rurais de área não excedente a vinte e cinco hectares, quando as cultive, só ou com sua família, o proprietário que não possua outro imóvel.
        § 2º – É facultado ao Poder Executivo, nas condições e limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo dos impostos a que se referem os n.ºs I, II e VI, a fim de ajustá-los aos objetivos da política Cambial e de comércio exterior, ou de política monetária.
        § 3º – A lei poderá destinar a receita dos impostos referidos nos itens II e VI à formação de reservas monetárias.
        § 4º – Ô imposto sobre produto industrializado será seletivo, em função da essencialidade dos produtos, e não-cumulativo, abatendo-se, em cada operação, o montante cobrado nas anteriores.
        § 5º – Os impostos a que se referem os nºs VIII, IX, e X incidem, uma só vez, sobre uma dentre as operações ali previstas e excluem quaisquer outros tributos, sejam quais forem a sua natureza e competência, relativos às mesmas operações.
        § 6º – O disposto no parágrafo anterior não inclui, todavia, a incidência, dentro dos critérios e limites fixados em lei federal, do imposto sobre a circulação de mercadorias na operação de distribuição, ao consumidor final, dos lubrificantes e combustíveis líquidos utilizados por veículos rodoviários, e cuja receita seja aplicada exclusivamente em investimentos rodoviários.
        Art 23 – Compete à União, na iminência. ou no caso de guerra externa. instituir, temporariamente, impostos extraordinários compreendidos, ou não, na sua competência, tributária, que serão suprimidos gradativamente, cessadas; as causas que determinaram a cobrança.
        Art 24 – Compete aos Estados e ao Distrito Federal decretar impostos sobre:
        I – transmissão, a qualquer título, de bens imóveis por natureza e acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como sobre direitos à aquisição de imóveis;
        II – operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos, na forma do art. 22, § 6º, realizadas por produtores, industriais e comerciantes.
        § 1º – Pertence aos Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecadação do Imposto de renda e proventos de qualquer natureza que, ele acordo com a lei federal, são obrigados a reter como fontes pagadoras de rendimentos do trabalho e dos títulos da sua dívida pública.
        § 2º – O Imposto a que se refere o n.º I compete ao Estado da situação do imóvel; ainda que a transmissão resulte de sucessão aberta no estrangeiro, sua alíquota não excederá dos limites fixados em resolução do Senado Federal, nos termos do disposto na lei, e o seu montante será dedutível do imposto cobrado pela União sobre a renda auferida na transação.
        § 3º – O imposto a que se refere o n.º I não incide sobre a transmissão de bens Incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica nem sobre a fusão, incorporação, extinção ou redução do capital de pessoas jurídicas, salvo se estas tiverem por atividade preponderante o comércio desses bens ou direitos, ou a locação de imóveis.
        § 4º – A alíquota do imposto a que se refere o nº II será uniforme para todas as mercadorias nas operações internas e Interestaduais, e não excederá, naquelas que se destinem a outro Estado e ao exterior, os limites fixados em resolução do Senado, nos termos do disposto em lei complementar.
        § 5º – O imposto sobre circulação de mercadorias é não-cumulativo, abatendo-se, em cada operação, nos termos do disposto em lei, o montante cobrado nas anteriores, pelo mesmo ou outro Estado, e não incidirá sobre produtos industrializados e outros que a lei determinar, destinados ao exterior.
        § 6º – Os Estados isentarão do imposto sobre circulação de mercadorias a venda a varejo, diretamente ao consumidor, dos gêneros de primeira necessidade que especificarem, não podendo estabelecer diferença em função dos que participam da operação tributada.
        § 7º – Do produto da arrecadação do imposto a que se refere o item II, oitenta por cento constituirão receita dos Estados e vinte por cento, dos Municípios. As parcelas pertencentes aos Municípios serão creditadas em contas especiais, abertas em estabelecimentos oficiais de crédito, na forma e nos prazos fixados em lei federal.
        Art 25 – Compete aos Municípios decretar impostos sobre: ‘
        I – propriedade predial e territorial urbana;
        II – serviços de qualquer natureza não compreendidos na competência tributária da União ou dos Estados, definidos em lei complementar.
        § 1º – Pertencem aos Municípios:
        a) o produto da arrecadação do Imposto a que se refere o art. 22, n.º III, Incidente sobre os imóveis situados em seu território;
        b.) o produto da arrecadação do imposto, de renda e proventos de qualquer natureza que, de acordo com a lei federal, são obrigados a reter como fontes pagadoras de rendimentos do trabalho e dos títulos da sua divida pública.
        § 2º – As autoridades arrecadadoras dos tributos a que se refere a letra a do parágrafo anterior farão entrega, aos Municípios, das importâncias recebidas que lhes pertencerem, à medida em que forem sendo arrecadadas, independentemente de ordem das autoridades superiores, em prazo não maior de trinta dias, a contar da data da arrecadação, sob pena de demissão.
        Art 26 – Do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 22, n.º s IV e V, oitenta por cento constituem receita da União e o restante distribuir-se-á, à razão de dez por cento. ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal, e dez por cento, ao Fundo de Participação dos Municípios.
        § 1º – A aplicação dos Fundos previstos neste artigo será regulada por lei, que cometerá ao Tribunal de Cantas da União o cálculo das cotas estaduais e municipais, independentemente de autorização orçamentária ou de qualquer outra formalidade, efetuando-se a entrega mensalmente, por intermédio dos estabelecimentos oficiais de crédito.
        § 2º – Do total recebido nos termos do parágrafo anterior, cada entidade participante destinará obrigatoriamente cinqüenta por cento, pelo menos, ao seu orçamento de capital.
        § 3º – Para efeito do cálculo da percentagem destinada aos Fundos de Participação exclui-se a parcela do imposto de renda e proventos de qualquer natureza que, nos termos dos arts. 24, § 1º), e 25, § 1º, letra a , pertence aos Estados e Municípios.
        Art 27 – Sem prejuízo do disposto no art. 25, os Estados e Municípios, que celebrarem com a União convênios destinados a assegurar a coordenação dos respectivos programas de investimento e administração tributária, poderão participar de até dez por cento na arrecadação efetuada, nos respectivos territórios, proveniente dos impostos referidos no art. 22, n° s IV e V, excluído o incidente sobre fumo e bebidas.
        Art 28 – A União distribuirá aos Estados, Distrito Federal e Municípios:
        I – quarenta por cento da arrecadação do imposto a que se refere o art. 22, n.º VIII;
        II – sessenta por cento da arrecadação do imposto a que se refere o art. 22, n.º IX;
        III – noventa por cento da arrecadação do imposto a que se refere o art. 22, n.º X.
        Parágrafo único – A distribuição será feita nos termos da lei federal, que poderá dispor sobre a forma e os fins de aplicação dos recursos distribuídos, obedecido o seguinte critério:
        a) nos casos dos itens I e II, proporcional à superfície, população, produção e consumo, adicionando-se, quando couber, no tocante ao n.º II, cota compensatória da área inundada pelos reservatórios;
        b) no caso do item III, proporcional à produção.
CAPÍTULO VI
Do Poder Legislativo
SEÇÃ I
Disposições Gerais
        Art 29 – O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
        Art 30 – A eleição para Deputados e Senadores far-se-á simultaneamente em todo o País.
        Parágrafo único – São condições de elegibilidade para o Congresso Nacional:
        I – ser brasileiro nato;
        II – estar no exercício dos direitos políticos;
        III – ser maior de vinte e um anos para a Câmara dos Deputados e de trinta e cinco para o Senado.
        Art 31 – O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital da União, de 1º de março a 30 de junho e de 1º de agosto a 30, de novembro.
        § 1º – A convocação extraordinária do Congresso Nacional cabe a um terço dos membros de qualquer de suas Câmaras ou ao Presidente da República.
        § 2º – A Câmara dos Deputados e o Senado, sob a direção da Mesa deste, reunir-se-ão em sessão conjunta para:
        I – inaugurar a sessão legislativa;
        II – elaborar o Regimento Comum;
        III – receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República;
        IV – deliberar sobre veto;
        V – atender aos demais casos previstos nesta Constituição.
        § 3º – Cada uma das Câmaras reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da Legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas.
        Art 32 – A cada uma das Câmaras compete dispor, em Regimento Interno, sobre sua organização, polícia, criação e provimento de cargos.
        Parágrafo único – Na constituição das Comissões, assegurar-se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional dos Partidos nacionais que participem da respectiva Câmara.
        Art 33 – Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Câmara serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria de seus membros.
        Art 34 – Os Deputados e Senadores são invioláveis no exercício de mandato, por suas opiniões, palavras e votos.
        § 1º – Desde a expedição do diploma até a inauguração da Legislatura seguinte, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Câmara.
        § 2º – Se no prazo de noventa dias, a contar do recebimento, a respectiva Câmara não deliberar sobre o pedido de licença, será este incluído automaticamente em Ordem do Dia e nesta permanecerá durante quinze sessões ordinárias consecutivas, tendo-se como concedida a licença se, nesse prazo, não ocorrer deliberação.
        § 3º – No caso de flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos, dentro de quarenta e oito horas, à Câmara respectiva, para que, por voto secreto, resolva sobre a prisão e autorize, ou não, a formação da culpa.
        § 4º – A incorporação, às forças armadas, de Deputados e Senadores, ainda que militares, mesmo em tempo de guerra, depende de licença da sua Câmara, concedida por voto secreto.
        § 5º – As prerrogativas processuais dos Senadores e Deputados, arrolados como testemunhas, não subsistirão se deixarem eles de atender, sem justa causa, no prazo de trinta dias, ao convite judicial.
        Art 35 – O subsídio, dividido em partes fixa e variável, e a ajuda de custo dos Deputados e Senadores serão iguais e estabelecidos no fim de cada Legislatura para a subseqüente.
        Art 36 – Os Deputados e Senadores não poderão:
        I – desde a expedição do diploma:
        a) firmar ou manter contrato com pessoa de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou     empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes,
        b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado nas entidades referidas na letra anterior;
        II – desde a posse:
        a) ser proprietários ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público ou nela exercer função remunerada;
        b.) ocupar cargo, função ou emprego, de que demissível ad nutum , nas entidades referidas na alínea a do n.º I;
        c) exercer outro cargo eletivo, seja federal, estadual ou municipal;
        d) patrocinar causa em que seja Interessada qualquer das entidades a que se refere a alínea a do n.º I.
        Art 37 – Perde o mandato o Deputado ou Senador:
        I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
        II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
        III – que deixar de comparecer a mais de metade das sessões ordinárias da Câmara a que pertencer em cada período de sessão legislativa, salvo doença comprovada, licença ou missão autorizada pela respectiva Casa ou outro motivo relevante previsto no Regimento Interno;
        IV – que perder os direitos políticos.
        § 1º – Nos casos dos itens I e II, a perda do mandato será declarada, em votação secreta, por dois terços da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, mediante provocação de qualquer de seus membros, da respectiva Mesa, ou de Partido Político.
        § 2º – No caso do item III, a perda do mandato poderá verificar-se por provocação de qualquer dos membros da Câmara, de Partido Político ou do primeiro suplente do Partido, e será declarada pela Mesa da Câmara a que pertencer o representante, assegurada a este plena defesa.
        § 3º – Se ocorrer o caso do item IV, a perda será automática e declarada pela respectiva Mesa.
        Art 38 – Não perde o mandato o Deputado ou Senador investido na função de Ministro de Estado, Interventor Federal, Secretário de Estado ou Prefeito de Capital.
        § 1º – No caso previsto neste artigo, no de licença por mais de quatro meses ou de vaga, será convocado o respectivo suplente; se não houver suplente, O fato será comunicado ao Tribunal Superior Eleitoral, se faltarem mais de nove meses para o término do mandato. O congressista licenciado nos termos deste parágrafo não poderá reassumir o exercício do mandato antes de terminado o prazo da licença.
        § 2º – Com licença de sua Câmara, poderá o Deputado. ou Senador desempenhar missões temporárias do caráter diplomático ou cultural.
        Art 39 – A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em conjunto ou separadamente, criarão Comissões de Inquérito sobre fato determinado e por prazo certo, mediante requerimento de um terço de seus membros.
        Art 40 – Os Ministros de Estado são obrigados a comparecer perante a Câmara dos Deputados e o Senado Federal ou qualquer de suas Comissões, quando uma ou outra Câmara os convocar para, pessoalmente, prestar informações acerca de assunto previamente determinado.
        § 1º – A falta de comparecimento, sem justificação, importa em crime de responsabilidade.
        § 2º – Os Ministros de Estado, a seu pedido, poderão comparecer perante as Comissões ou o Plenário de qualquer das Casas do Congresso Nacional e discutir projetos relacionados com o Ministério sob sua direção.
SEÇÃO II
Da Câmara dos Deputados
        Art 41 – A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos por voto direto e secreto, em cada Estado e Território.
        § 1º – Cada Legislatura durará quatro anos.
        § 2º – O número de Deputados será fixado em lei, em proporção que não exceda de um para cada trezentos mil habitantes, até vinte e cinco Deputados, e, além desse limite, um para cada milhão de habitantes.
        § 3º – A fixação do número de Deputados a que se refere o parágrafo anterior não poderá vigorar na mesma Legislatura ou na seguinte.
        § 4º – Será de sete o número mínimo de Deputados por Estado.
        § 5º – Cada Território terá um Deputado.
        § 6º – A representação de Deputados por Estado não poderá ter o seu número reduzido.
        Art 42 – Compete privativamente à Câmara dos Deputados:
        I – declarar, por dois terços dos seus membros, a procedência de acusação contra o Presidente da República e os Ministros de Estado;
        II – proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa.
SEÇÃO III
Do Senado Federal
        Art 43 – O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados, eleitos pelo voto direto e secreto, segundo o principio majoritário.
        § 1º – Cada Estado elegerá três Senadores, com mandato de oito anos, renovando-se a representação, de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e por dois terços.
        § 2º – Cada Senador será eleito com seu suplente.
        Art 44 – Compete privativamente ao Senado Federal:
        I – julgar o Presidente da República nos crimes de responsabilidade e os Ministros de Estado, havendo conexão;
        II – processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República, nos crimes de responsabilidade.
        Parágrafo único – Nos casos previstos neste artigo, funcionará Como Presidente do Senado o do Supremo Tribunal Federal; somente por dois terços de votos poderá ser proferida a sentença condenatória, e a pena limitar-se-á à perda do cargo com inabilitação, por cinco anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo de ação da Justiça ordinária.
        Art 45 – Compete ainda privativamente, ao Senado:
        I – aprovar, previamente, por voto secreto, a escolha de magistrados, quando exigido pela Constituição; do Procurador-Geral da República, dos Ministros do Tribunal de Contas, do Prefeito do Distrito Federal, dos Governadores dos Territórios, dos Chefes de Missão Diplomática de caráter permanente quando determinado em lei, e de outros servidores;
        II – autorizar empréstimos, operações ou acordos externos, de qualquer natureza, aos Estados, Distrito Federal e Municípios;
        Ill – legislar sobre o Distrito Federal, na forma do art. 17, § 1º, e, com o auxílio do respectivo Tribunal de Contas, nele exercer as atribuições, mencionadas no art. 71;
        IV – suspender a execução, no todo ou em parte, de lei ou decreto, declarados inconstitucionais. por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;
        V – expedir resoluções.
SEÇÃO IV
Das Atribuições do Poder Legislativo
        Art 46 – Ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, cabe dispor, mediante lei, sobre todas as matérias de competência da União, especialmente:
        I – os tributos, a arrecadação e distribuição de rendas;
        II – o orçamento; a abertura e as operações de crédito; a divida pública; as emissões de curso forçado;
        III – planos e programas nacionais, regionais e orçamentos plurianuais;
        IV – a criação e extinção, de cargos públicos e fixação :dos respectivos vencimentos;
        V – a fixação das forças armadas para o tempo de paz;
        VI – os limites do território nacional; o espaço aéreo; os bens do domínio da União;
        VII – a transferência temporária da sede do Governo da União;
        VIII – a concessão de anistia.
        Art 47 – É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
        I – resolver definitivamente sobre os tratados celebrados pelo Presidente da República;
        II – autorizar o Presidente da República a declarar guerra e a fazer a paz; a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, nos casos previstos em lei complementar;
        III – autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem. do Pais;
        IV – aprovar, ou suspender, a intervenção federal ou o estado de sitio;
        V – aprovar a incorporação ou desmembramento de áreas de Estados ou de Territórios;
        VI – mudar temporariamente a sua sede;
        VII – fixar, de uma para a outra Legislatura, a ajuda de custo dos membros do Congresso Nacional, assim como os subsídios destes e os do Presidente e Vice-Presidente da República;
        VIII – julgar as contas do Presidente da República.
        Parágrafo único – O Poder Executivo enviará ao Congresso Nacional até quinze dias após sua assinatura, os tratados celebrados pelo Presidente da República.
        Art 48 – A lei regulará o processo de fiscalização, pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, dos atos do Poder Executivo e da administração descentralizada.
SEÇÃO V
Do Processo Legislativo
        Art 49 – O processo legislativo compreende a elaboração de:
        I – emendas à Constituição;
        II – leis complementares à Constituição;
        III – leis ordinárias;
        IV – leis delegadas;
        V – decretos-leis;
        VI – decretos legislativos;
        VII – resoluções.
        Art 50 – A Constituição poderá ser emendada por proposta:
        I – de membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
        II – do Presidente da República;
        III – de Assembléias Legislativas dos Estados.
        § 1º – Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a Federação ou a República.
        § 2º – A Constituição não poderá ser emendada na vigência de estado de sitio.
        § 3º – A proposta, quando apresentada à Câmara dos Deputados ou ao Senado Federal, deverá ter a assinatura da quarta parte de seus membros.
        § 4º – Será apresentada ao Senado Federal a proposta aceita por mais de metade das Assembléias Legislativas dos Estados, manifestando-se cada uma delas pela maioria dos seus membros.
        Art 51 – Em qualquer dos casos do art. 50, itens I, II e III, a proposta será discutida e votada em reunião do Congresso Nacional, dentro, de sessenta dias a contar do seu recebimento ou apresentação, em duas sessões, e considerada aprovada quando obtiver em ambas as votações a maioria absoluta dos votos dos membros das duas Casas do Congresso.
 
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